domingo, 4 de julho de 2010

A saudade

A saudade

Hoje amanheci mais triste a morte de mansinho veio buscar nossos músicos pra tocarem no céu.
Lembrei-me de Radegundes e Costinha dos sonhos de Costa (pai), amigo íntimo de seu Zequinha Leite, este que dizia Costa meu amigo, esses seus garotos vão longe.
Mas a doida saudades veio de Luis Benedito de dona Mariquinha, ele tocava dia e noite e eu apreciava, como morava atrás de minha casa eu guardava para ele uma garrafa de água gelada, pois, ele adorava e não tinha geladeira, em troca ele me dava uma latinha de chorisso, feito por sua zelosa mãe.
Quando retornei a Itaporanga como Promotora de Justiça fui lhe visitar, como fiz com muitos conterrâneos que nunca vou esquecer e ele triste me contou que estava com um filho preso, fiz o impossível e o menino foi solto.
De presente ele que sabia que eu adorava toque de sax, toda madrugada me acordava tocando “Lembranças”, a música de minha vida.
Há Luis como queria ter te dado o meu ultimo abraço e te ouvir tocando naquele sax para mim.
Lágrimas me turvam a visão e te vejo pelas gotas das lágrimas sorrindo. Saudades sem fim meu amigo.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010

UM GRITO DE ALERTA A QUEM QUER VOTO

Senhores Deputados e Senadores da Paraíba nós temos acompanhado a luta do povo da Paraíba e do Brasil na busca de direitos e também dos representantes o qual agente delegou poderes para nos representar em Brasília.

São poucos em quem podemos confiar e a grande a maioria só pensa no poder, embora, no plenário fazem discursos fervorosos e belos, mas cuidado poucos estão ali para defender o interesse público.

Quando votamos entregamos um cheque em branco para aquele que vai receber o cargo público, para usar em ações positivas em prol da comunidade, desta forma devemos ter bastante cuidado para que este eleito gaste bem o valor de nossa confiança, senão amargaremos a falência de nossa cidadania.

Poucos homens e mulheres que representam os brasileiros no Senado e na Câmera são dignos de nossa representatividade.

Com raras exceções, a duras penas e longos dias alguns representantes do povo lutam para ver aprovado os Projetos de Lei que vão beneficiar o povo, como a PEC dos aposentados, dos bombeiros militares, dos funcionários do poder judiciário e de tantos outros de interesse coletivo, mas manobras vergonhosas as adiam.

Outro projeto de lei importante é o PLS 5737/2009, que dar a isenção do Imposto de Renda aos portadores de diabetes melitos (tipo 02) e outras doenças graves, que foi aprovado no Senado e seguiu para a Câmara dos Deputados, e pasmem em regime de prioridades, e se encontra empacado, empacotado, envagetado desde 28/10/2009 na Comissão de Finanças e Tributação onde foi encerrado o prazo para emenda ao projeto e nenhuma foi apresentada.

Destino ou descaso? Para nós diabéticos o tempo urge e não podemos esperar para que sejamos beneficiados, pois, a todo o momento o Governo Federal dar isenções aos setores da economia e nós que somos contribuintes nada nos beneficia, os nossos salários sangram, basta ver os contracheques com a retirada compulsória do imposto de renda na fonte e a contribuição previdenciária, não temos prioridades já que neste país somos apenas cidadãos de segunda categoria.

UM GOVERNO JÁ PROCAMOU QUE SOMOS VAGABUNDOS E ELE QUEM É?

Para quem não sabe os portadores de diabetes e de doenças graves enfrentaram sérias dificuldades, já que não temos direitos de receber remédios gratuitamente, não somos aposentados pelo SUS, e as suas conseqüências são inevitáveis, nós gastamos de dinheiro para compra de medicamentos, principalmente quem é dependente de insulina (lantus) e remédios em que não há genéricos a serem utilizadas várias vezes por dia e diariamente.

As histórias são muitas e as dificuldades também, o Governo Federal só entrever a sociedade econômica, mas nós que contribuímos com impostos caros e mal utilizados não temos direitos.

Mas dias a dia aguardamos que os nossos representantes olhem por nós brasileiros que pacientemente esperam por JUSTIÇA SOCIAL, mas a JUSTIÇA nós vamos fazer com nosso voto.

A ELEIÇÃO E ESTÁ AI E VAMOS DAR O TROCO PODEM ESPERAR OS DEPUTADOS DA PARAÍBA.

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CONTA BANCÁRIA

A conta bancária emocional

Todos nós sabemos o que é uma conta bancária financeira. Fazemos depósitos e acumulamos reservas que nos permitem realizar saques quando necessário. Uma conta bancária emocional é uma metáfora que descreve a quantidade de confiança que se acumulou em um relacionamento. Cuida da sensação de segurança que se tem com outro ser humano. Se eu fizer depósitos nessa conta – através de cortesia, gentileza, honestidade e observação dos compromissos que assumo com uma determinada pessoa, estou fazendo uma reserva.

Assim, a confiança dessa pessoa em mim torna-se maior e eu posso contar com esta confiança sempre que for preciso. Posso até cometer erros que o nível de confiança – a reserva emocional – compensará. Quando a conta de confiança é alta, a comunicação é instantânea, fácil e eficaz. Mas, se eu tiver o costume de demonstrar falta de cortesia, desrespeito, desatenção, desconsideração e arbitrariedade; se eu trair a confiança dessa pessoa, minha conta bancária emocional com ela vai ficar no vermelho. Ou seja, o nível de confiança atinge um nível muito baixo e, a partir daí, estou andando em terreno minado. Preciso ser cuidadoso com tudo o que falo, medir cada palavra, viver tenso, fazendo média, evitando ser pego de surpresa. Muitas organizações, muitas famílias, muitos casamentos estão cheios disso.

Tomamos por exemplo um casamento. Se uma reserva de confiança abundante não recebe depósitos contínuos, as relações de deterioram. Em vez de uma comunicações rica, espontânea e de entendimento, a situação cai na acomodação e as pessoas simplesmente tentam viver – cada um em seu estilo – e de modo relativamente respeitoso e tolerante. Mas, esse relacionamento pode se deteriorar ainda mais, chegando à hostilidade e à atitude defensiva. As respostas de confronto ou afastamento provocam guerras verbais, portas batidas, recusa em conversar, distanciamento emocional e autocomiseração. Isso pode acabar numa guerra fria dentro de casa, que não explode apenas por causa das crianças, sexo, pressão social ou proteção da imagem. Pode acabar em guerra total declarada – nos tribunais onde as batalhas legais dos egos feridos podem ser levadas adiante durante anos...

Por isso, nossos relacionamentos mais constantes – como o casamento ou uma grande amizade – exigem depósitos mais freqüentes. Isso porque, devido às expectativas permanentes, os antigos depósitos se evaporam. Sua conta com as pessoas que se relacionam com você regularmente exige um investimento mais constante. Isso porque, no dia-a-dia, há saques automáticos sem que você sequer perceba.

Stephen R. Covey, no livro "Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A DOR QUE DÓI

or que dói mais

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dói. Bater a cabeça na quina da mesa, dói. Morder a língua, dói. Cólica, cárie e pedra no rim também doem. Mas o que mais dói é saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Dói essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o escritório e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando
no inverno, não saber mais se ela continua pintando o cabelo de vermelho.
Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu, não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango assado, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Coca-cola, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua surfando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ele esta com outra, e ao mesmo tempo querer. É não querer saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo querer. É não querer saber se ela esta mais magra, se ele esta mais belo.

Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim, doer.



(texto de Martha Medeiros)